A chave para manutenções seguras e contratos blindados
No universo condominial, a figura do síndico transcende a imagem de um mero administrador de rotinas. Ele é o guardião do patrimônio, o zelador da segurança e o principal responsável pela harmonia e funcionalidade do ambiente coletivo. Entre as inúmeras atribuições que recaem sobre seus ombros, a gestão das manutenções – sejam elas corretivas, para solucionar problemas urgentes, ou preventivas. A escolha de empresas especializadas e a análise minuciosa dos contratos não são apenas boas práticas; são pilares que sustentam a segurança jurídica e financeira do condomínio, protegendo-o de riscos e prejuízos à coletividade.
A lei entende que o síndico tem o dever de zelar pela segurança do condomínio, e a escolha de uma empresa inadequada pode configurar culpa in eligendo (culpa na escolha), sujeitando-o a responder civil e até criminalmente por eventuais danos e acidentes.
Para mitigar esses riscos, o síndico deve adotar um processo rigoroso de seleção, que inclua a verificação da experiência e portfólio da empresa, qualificação técnica com a comprovação de qualificação dos profissionais, e a apresentação de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) ou RRT (Registro de Responsabilidade Técnica) para os serviços que a exigem. A idoneidade e referências no mercado, buscar referências de outros síndicos e por fim se possui seguro de responsabilidade civil e se está em conformidade com as normas regulamentadoras de segurança e saúde no trabalho (NRs) e certificações exigidas.
A análise e formalização do contrato de prestação de serviços também deve ser feita de forma responsável e criterioso. Contrato padrão jamais deve ser aceito, pois ele é a espinha dorsal da relação entre o condomínio e a prestadora de serviços, e sua revisão minuciosa é fundamental para proteger os interesses do condomínio e do prestador. E a assinatura do contrato sem a devida análise pode deixar o condomínio vulnerável em face de obrigações trabalhistas, civil, e até mesmo criminal, além de atrair prejuízos financeiros. Identificar cláusulas abusivas, omissões ou ambiguidades que, a longo prazo, podem se voltar contra o condomínio. É imprescindível!
É importante garantir a clareza e completude do escopo do serviço, prazos e obrigações das partes de forma detalhada.
Ademais definir prazos e condições de pagamento transparentes e vinculado ao cumprimento da evolução do serviço quando possível é crucial.
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