Exclusivo para quem não controla a chuva — mas não quer amargar prejuízo
Quando se fala em danos provocados pela chuva nos elevadores, muita gente pensa apenas em alagamentos. Mas os maiores prejuízos, quase sempre, começam antes e de forma silenciosa: uma infiltração discreta, um gotejamento recorrente, umidade excessiva em pontos críticos ou água acumulada em áreas que jamais deveriam receber exposição.
O problema existe quando o condomínio deixa para agir depois que o elevador para. No caso da chuva, esperar o defeito aparecer costuma sair mais caro do que prevenir. E esse tipo de prevenção não exige soluções mirabolantes, mas atenção técnica, rotina de inspeção e correção rápida dos primeiros sinais.
A água é uma das maiores inimigas dos sistemas de elevadores. Ela pode comprometer placas eletrônicas, oxidar contatos, afetar sensores, botoeiras, fechaduras e outros componentes essenciais ao funcionamento seguro do equipamento. Muitas falhas tratadas como simples desgaste natural são, na verdade, consequência direta da exposição contínua à umidade, especialmente em períodos de chuva intensa ou recorrente.
Poço do elevador: atenção redobrada - Pode indicar falhas de drenagem, infiltrações ou entrada indevida de água da chuva. É um sinal de alerta que exige cuidado técnico imediato. Para aprofundar esse tema e entender como proceder, vale conferir esta coluna na edição nº 90.
Energia elétrica também entra na conta - Elevadores são sistemas mecânicos, elétricos e eletrônicos. Para reduzir o risco de queima de componentes, é recomendável avaliar as grandezas elétricas da instalação e corrigir falhas como aterramento inadequado.
Checklist da prevenção - A chuva está fora do nosso controle. Os prejuízos que ela pode causar aos elevadores, não. E vale o alerta: em regra, contratos de manutenção não cobrem peças danificadas por água ou por oscilações elétricas.
Revise imediatamente:
• Cobertura, janelas e vedação da casa de máquinas.
• Ralos, calhas e drenagem das áreas próximas.
• Sinais de infiltração na caixa e no poço.
• Vedação das portas de pavimento em áreas expostas.
• Ferrugem, umidade ou gotejamento.
• Funcionamento da bomba de recalque, quando houver.
• Quadro de comando, componentes elétricos e possíveis falhas de aterramento.
Comece hoje uma revisão preventiva no condomínio e, a cada item verificado, marque a @cadeosindico.
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