A popularização dos carros elétricos chegou aos condomínios com uma pergunta inevitável: a garagem aguenta? A resposta não é simples, e é justamente por isso que especialistas alertam para a necessidade de um estudo técnico antes de qualquer decisão em assembleia.
“Cada condomínio tem uma infraestrutura elétrica própria. Sem analisar a capacidade da rede, o transformador e os ramais de distribuição, não é possível saber quantos carregadores o prédio suporta nem em que condições”, explica Weverson Magalhães, engenheiro eletricista e proprietário da Eletrotech, empresa especializada em energia solar e carregadores elétricos. Segundo ele, a instalação feita sem laudo técnico pode sobrecarregar o sistema elétrico do edifício, gerar quedas de energia, danificar equipamentos e, em casos mais graves, provocar incêndios.
O estudo técnico avalia a demanda atual do condomínio, a potência disponível, a necessidade de adequação do sistema de proteção e a viabilidade de instalar medidores individuais para cada unidade. “Com esse diagnóstico em mãos, o síndico leva para a assembleia dados concretos, não suposições. Isso facilita a aprovação e protege o condomínio juridicamente”, reforça Magalhães.
Weverson Magalhães
Engenheiro eletricista e proprietário da Eletrotech
Quem já passou por esse processo sabe o quanto faz diferença. A administradora Rafaela Dias instalou painéis solares para reduzir a conta de energia, trocou o carro a combustão por um 100% elétrico e, na sequência, instalou o carregador na vaga da garagem. “Tudo foi feito com aval do condomínio, depois de uma avaliação técnica. O processo foi tranquilo porque havia um projeto bem estruturado. Hoje carrego o carro de madrugada, com a energia gerada pelos painéis, e meu custo mensal caiu muito”, conta.
A experiência de Giovanna ilustra um caminho cada vez mais comum e viável para quem vive em condomínio. Mas ela só foi possível porque houve planejamento. Para os síndicos, a lição é clara: a demanda por carregadores vai crescer, e antecipar esse debate com um estudo técnico sério é a forma mais responsável de conduzir a transição. Impedir sem avaliar ou aprovar sem critério são dois erros que o laudo técnico ajuda a evitar.
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