Dando continuidade ao Plano Verão de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chinkungunya, a Secretaria Municipal da Saúde, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) visitou e inspecionou até o dia 21 de dezembro, imóveis e bocas de lobo de localidades com o índice de infestação de risco de acordo com o último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) divulgado em outubro.
O intuito é orientar a população a cuidar do ambiente para evitar um possível surto nessas áreas. “Esse é o momento do ano em que é mais propício tanto para o desenvolvimento mais rápido do mosquito quanto para a transmissão mais rápida da doença, que é o favorecimento desse clima de sol com chuvas espaçadas. O objetivo é deixar o ambiente na melhor condição possível para erradicar os focos de Aedes”, explica a subgerente das Arboviroses do CCZ, Isolina Miguez.
Casos das doenças
Em 2018, Salvador tem apresentado queda acentuada no número de casos notificados de dengue, zika vírus e chikungunya. Os dados apontam para a eficácia das estratégias aplicadas pelo município no controle da infestação pelo mosquito Aedes aegypti nos 12 distritos sanitários da capital baiana com a realização de mutirões de limpeza conjuntamente com técnicos da Limpurb em bairros prioritários, visita dos agentes de endemias às casas, além da abertura de imóveis fechados/abandonados.
Entre janeiro e outubro deste ano, 1.310 casos de dengue foram notificados, sendo 41 confirmados. No mesmo período do ano passado, 1.685 pessoas tiveram suspeita de infecção pelo agravo. Em relação à chikungunya, o registro foi de 82 notificações até agosto contra 275 no ano anterior. Já o número de pacientes com suspeita de zika vírus chegou a 75 – número três vezes menor do que foi computado em 2017, quando 244 pessoas apresentaram sintomas da doença.
De acordo com o CCZ, apesar da redução do indicador, Salvador permanece em estado de alerta para ocorrência de uma epidemia de dengue, zika vírus e chikungunya.
Cuidados
Nos condomínios, os síndicos devem promover mobilizações para alertar que os moradores cuidem da própria casa e fiquem de olho até mesmo se os funcionários estão fazendo a sua parte na prevenção das doenças. “Com as chuvas de verão é normal o acúmulo de água em calhas, lajes, pneus, vasos de plantas, e caso não haja uma limpeza, esses locais se tornam criadouros de mosquitos”, explicou a bióloga, Mariana Mendes Nunes.
Categorias
Publicidade
© 2020 Cade o Sindico Todos os direitos reservados.