Descer ao térreo para buscar um pão fresquinho, pedalar na ciclovia interna antes do trabalho, almoçar sem sair do prédio ou reservar uma sessão de massagem sem enfrentar trânsito. O que parecia privilégio de resort é cada vez mais realidade em condomínios residenciais. E quem gerencia esses espaços sabe bem o quanto essa transformação impacta a rotina e a satisfação dos moradores.
“As comodidades dentro do condomínio mudaram completamente o perfil dos moradores e o nível de satisfação com o empreendimento. O mercado autônomo, por exemplo, resolve emergências do dia a dia sem que ninguém precise sair de casa. A padaria atrai as pessoas para as áreas comuns, cria convivência. O spa e o bicicletário atendem desde quem busca bem-estar até quem quer um estilo de vida mais sustentável”, afirma o síndico Raphael Ferreira, que administra um condomínio de grande porte e acompanhou de perto a implantação dessas estruturas. Segundo ele, o impacto vai além do conforto imediato. “A inadimplência caiu, a valorização dos imóveis subiu e, principalmente, as pessoas passaram a se sentir parte de uma comunidade. Isso reflete diretamente na harmonia do condomínio e na facilidade de tomar decisões coletivas em assembleia”.
Raphael Ferreira
Administrador
Raphael destaca ainda que os serviços internos reduziram conflitos relacionados a saídas e entradas frequentes de prestadores externos. “O condomínio ficou mais seguro e mais organizado. As comodidades não são supérfluas elas são parte da gestão.”
Para Narjara Solano, esse conceito de comunidade tem um significado ainda mais profundo. Mãe de um menino de três anos, ela se mudou para uma cidade onde não tem família por perto. O condomínio onde mora tornou-se, nas suas palavras, seu porto seguro. “Aqui encontrei vizinhas que viraram amigas, que me ajudam quando preciso. Meu filho tem espaço seguro para brincar, tem outras crianças por perto. O restaurante me salva nos dias em que não consigo cozinhar. Não me sinto sozinha porque o condomínio me dá suporte de verdade”, descreve emocionada.
A experiência de Narjara revela uma dimensão que vai além da arquitetura ou do marketing imobiliário: condomínios bem estruturados não vendem apenas metros quadrados. Oferecem pertencimento e isso, para muitas famílias, não tem preço.
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