Barulhos de salto, música e ruídos de atividades diárias. Esses são alguns itens que incomodam no dia a dia e são relatados com frequência no livro de ocorrências do condomínio. O isolamento acústico é a melhor solução para esses casos.
Esses sons desagradáveis impactam diretamente a qualidade de vida dos condôminos. “O isolamento é fundamental em ambientes capazes de proporcionar incômodos de médio e grande porte para os moradores. Tanto entre apartamentos reduzindo a privacidade, quanto nas áreas comuns do condomínio, como academias, salões de festas, espaços gourmets, boates, salas de cinema, salões de jogos e espaços de convivência. Além das casas de máquinas e vãos de elevadores”, lembrou a arquiteta Débora Barretto, especialista em acústica nas construções.
Não conviver com o incômodo dos ruídos provenientes de outros ambientes da edificação pode evitar diversos males a saúde, como insônia crônica, ansiedade, depressão, queda de produtividade no trabalho e nas escolas, distúrbios do aparelho digestivo, aumento da pressão arterial e impotência sexual. “Eu reclamava diariamente do meu vizinho. Ouvia muito barulho de salto, de móveis sendo arrastados e do cachorro andando. Quando começou a afetar minha saúde, eu tive que me mudar. Mesmo com advertências, não teve solução”, relatou uma moradora de Patamares que preferiu não se identificar.
O isolamento impede a passagem ou o trânsito do som entre ambientes distintos. “Ao decidir solucionar problemas de isolamento acústico, é fundamental a visita técnica de um profissional especializado em acústica para determinar o que será utilizado no local, com base em um estudo da área e do seu uso”, contou Débora.
Um dos exemplos comuns de incômodos em condomínios é a emissão sonora de estúdios de música em apartamentos. “Mas isso pode ser facilmente resolvido utilizando técnicas de isolamento acústico. No apartamento, em Salvador, de um músico baiano, o estúdio foi projetado para que os sons não sejam transmitidos para os ambientes adjacentes e vizinhos. Para isso, foi utilizado um sistema de pisos flutuantes, além de paredes, forro e esquadrias isolantes. A especificação foi feita por profissionais especialistas em acústica arquitetônica, que realizaram cálculos e simulações, desenvolveram um projeto para atender a necessidade do proprietário, em respeito às normas de acústica e a necessidade de conforto dos seus vizinhos. O resultado foi um ambiente onde o som não é problema – só diversão e trabalho”, contou Débora.
Prevenir e construir certo é sempre mais barato, viável e menos estressante do que corrigir erros. “Por este motivo, sempre indicamos que a acústica seja adotada desde o projeto inicial”, alertou Débora.
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