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O telefone: meu grande companheiro

ARY CABRAL RESPONDE UMA MÉDIA DE 850 MENSAGENS POR SEMANA NO APLICATIVO WHATSAPP

Síndico Profissional de 25 condomínios, Ary Cabral atua na área condominial há 33 anos e já administrou 129 condomínios. Em tempos modernos, Ary se adaptou ao uso contínuo do celular. Todo dia por volta das 4h da manhã já está conectado para colocar em dia a média de 600 mensagens que recebe no WhatsApp durante a semana e as 250 dos sábados, domingos e feriados. “Daí eu vou responder os cerca de 40 e-mails que recebo por dia. Antes do WhatsApp, chegavam uns 400 e-mails por dia”, contou Ary, que ainda atende 90 ligações telefônicas diárias.

Sua rotina é bastante atribulada, pela manhã faz uma ronda nos condomínios e marca as reuniões necessárias. Pela tarde, ele fica no seu escritório, isso se não tiver audiências. “Tenho hoje em curso no juizado especial de causas comuns cerca de 712 processos.  Já em 90% das noites, estou em assembleia de condomínios”, disse Ary.  

Para dar conta de toda demanda, Ary conta com uma equipe qualificada: dois supervisores de campo, Romildo e Guilherme, um motoboy, Josenilton, dois assessores, Valdomiro e Alex Junior, cinco colaboradores, Jane, Zuleide, Carlos, Cléa e Beatriz, equipe jurídica comandada por Renato Braga, atual presidente da Comissão de Direito Condominial da OAB-BA e a sua esposa Mônica.

Formado em contabilidade, Ary queria desafios, foi aí que seu amigo Luiz Augusto da Costa Montal te entregou toda a papelada do Edifício Colorado, localizado na Av. Joana Angélica, local onde moravam. “O meu segundo motivador foi meu pai, que se tornou síndico no lugar de Luiz Augusto para que o meu sonho pudesse ir adiante”, contou Ary.

Aí, ele foi além. “Ninguém se prepara para uma vida profissional sem estudar”, reforçou o síndico profissional, que além da contabilidade, fez curso de redação, de departamento pessoal, MBA em Gestão de Condomínios e tudo isso com uma pitada principal: “faço com amor”. “Amo a minha profissão. Minha esposa diz que “condomínio é a minha cachaça”. Todos os cursos, congressos, palestras, foram importantes para acrescentar algo. Meu pai dizia, “ meu filho, podem tomar tudo de você, mulher, filho, carro, casa, roupa, mas o seu conhecimento ninguém toma, é seu, portanto enriqueça-o”, e eu faço isso no meu dia a dia”, contou Ary.

Para Ary, o maior desafio é lidar com as pessoas, os seus egos, as suas imposições, as suas vaidades. “A maioria só olha para o próprio umbigo, são poucas que querem o bem da comunidade como um todo. Enfrentamos com calma, compreensão, inteligência emocional, ouvindo, com conhecimento de causa, trazendo exemplos do que já aconteceu em outras situações semelhantes e o principal, com respeito ao ser humano”, disse Ary.

Com tantos anos de carreira, situações práticas e inusitadas não faltam em seu currículo. Após uma reunião do conselho, Ary foi comunicado que um jovem senhor guardava na varanda da sala muitas pilhas de jornais velhos, o que configurava um risco de incêndio muito grande, caso alguém jogasse pela janela uma ponta de cigarro acesa, por exemplo. O senhor vivia solitário, tinha sintomas de depressão, estudava muito e não deixava ninguém entrar no apartamento. Então, o conselho pediu para que Ari fizesse uma carta pedindo que o mesmo descartasse os jornais, dando prazo de alguns dias para ele tirar ou caso contrário, o condomínio entraria com uma ação de obrigação para desfazer.

Por não saber quem era o morador, Ary resolveu ir até o apartamento acompanhado de um servente e do administrador do condomínio. Quando o senhor abriu a porta, Ari o reconheceu imediatamente: era um antigo morador do Edifício Colorado. “O saudei e ele também me reconheceu e me convidou para entrar. Ao tentar entrar não havia espaço suficiente para a cadeira de rodas passar por causa dos vários sacos plásticos grandes e uma sujeira imensa. Aí, ele mesmo disse aos funcionários: “joguem fora esses sacos para meu amigo entrar”. Quando ele disse isso, fiz sinal para eles tirarem os sacos e foram mais de 15 sacos grandes cheios de sacos plásticos pequenos de todos os tipos. De repente, me veio uma ideia e eu disse a ele: “você deve ter uma vista privilegiada aqui, porque você mora no 15º andar”. Ele na hora respondeu: “tenho sim, venha ver”, e na varanda, a cadeira de rodas não passava por causa das quatro pilhas imensas de jornal, e ele pediu ao administrador: “retire aqui essas pilhas de jornais e mande jogar fora para o meu amigo poder chegar aqui na varanda”, contou Ary.

De imediato, o administrador começou a pegar os jornais velhos, com teias de aranha, coco de barata, e começou a colocar no elevador para descer. “Aí eu fui até a varanda e realmente era uma vista privilegiada, eu elogiei e ele me ofereceu água numa caneca suja de plástico, eu aceitei, mas não bebi. Ele me perguntou, “o que trouxe você aqui”, e prontamente quando eu vi o seu nome na lista de proprietários eu pensei logo eu conheço esse rapaz, e vim até aqui para relembrarmos os balancetes nos tempos do Edifício Colorado. Foi um papo de 40 minutos e eu fui embora. Moral da história. Faltava alguém ir até lá, conversar, ouvir, passar atenção, compreender a necessidade do outro. Mas fui ovacionado pelo conselho. Resolvemos o problema num piscar de olhos”, disse Ary.

Um dos diferenciais de Ary Cabral foi a implantação do Kit Prestação de Contas, em que é levado para assembleia de eleição e prestação de contas para cada condômino. No mesmo contém:
• Extrato da conta corrente do condomínio naquele mês, extrato das aplicações em fundos e poupança;
• Uma planilha de receitas e despesas retalhadas dos últimos 12 meses;
• Um relatório chamado “retrato da inadimplência”, que demonstra o total de aptos inadimplentes, o total de aptos com ações na justiça, o total de aptos que devem uma única taxa de condomínio, o total de aptos que devem duas taxas condominiais, o total de aptos que devem três taxas condominiais e o total de aptos que tem acordos em curso;
• O relatório do advogado informando número do apartamento, número do processo, e o andamento completo do processo desde quando deu entrada até o último despacho do juiz;
• Um relatório dos serviços e benfeitorias realizadas nos últimos 12 meses;
• Uma previsão orçamentária onde demonstra o orçamento do condomínio e se vai ou não precisar de reajuste na taxa condominial.

Com esse Kit em mãos o condômino acompanha todas as explicações que serão dadas na assembleia e fica por dentro de tudo que aconteceu e que vai acontecer. “Tem condomínios que esse kit sai junto com o edital de convocação para que os condôminos tenham conhecimento antes e façam os seus questionamentos”, disse Ary que afirma que o  resultado é maravilhoso principalmente no item transparência de gestão.



 
Carla Brayner, 16.DEZEMBRO.2019 | Postado em Perfil
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