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Síndico Profissional X Síndico Morador

QUAL A MELHOR OPÇÃO?

Antigamente, a única opção para o condomínio era eleger o síndico morador. Porém, com os anos, os condomínios passaram a contar com infraestrutura diferenciada, que demanda uma carga de conhecimento e tempo que a maioria dos síndicos moradores não tem. Além disso, muitos condomínios enfrentam dificuldades em eleger o síndico e a principal causa é o desinteresse dos moradores em assumir o cargo, tendo em vista as situações vivenciadas ao longo do tempo. 

“O SÍNDICO PROFISSIONAL É UM CONSULTOR QUE OFERECE SERVIÇOS
ESPECIALIZADOS, COM VALORES E CARGA HORÁRIA ACORDADA ENTRE
AS PARTES PARA DEDICAR-SE AO CONDOMÍNIO POR ELE ASSISTIDO”

Norma Fontes
Facilitadora de curso da ACS Forma  


Os pontos principais que fazem os moradores desistirem de ocupar a função de síndico são: a perda da privacidade; riscos de conflitos com vizinho por incompreensão das regras ou por atitudes que o síndico precisa tomar com base no regimento interno e o morador toma como questão pessoal; desconhecimento de temas de natureza técnica, a exemplo de gestão fiscal e contábil, impostos, contratação de pessoal e leis trabalhistas ou mesmo habilidades pessoais para estabelecer relacionamentos diplomáticos e harmoniosos. “Nem sempre é possível para um morador assumir a função de síndico e conciliar com as demandas da vida pessoal. A gestão de um condomínio contempla implicações de natureza administrativa e técnica, que  exigem habilidades e conhecimentos específicos que nem sempre vão coincidir com a formação ou área de conhecimento do morador”, conta Norma Fontes, facilitadora do Curso de Formação de Síndicos Profissionais promovido pela ACS FORMA, Unidade de Desenvolvimento de Pessoas da ACS Administração de Condomínios.

“A OFERTA DE EQUIPAMENTOS E A ESTRUTURA DOS NOVOS
EMPREENDIMENTOS DESAFIAM OS SÍNDICOS COM UMA
DEMANDA SIGNIFICATIVA DE TEMPO E CONHECIMENTOS ”

Jurandyr Machado
Diretor-geral da ACS Administração de Condomínios  


O crescimento do mercado imobiliário incrementou o segmento de administração condominial, exigindo um modelo de gestão semelhante à de empresas. “A oferta de equipamentos e a estrutura dos novos empreendimentos desafiam os síndicos com uma demanda significativa de tempo e conhecimentos para lidar com manutenção e conservação predial, gestão financeira (custos/investimentos/inadimplência), gerenciamento da convivência promovendo a mediação de conflitos, acordos e bem estar coletivo”, disse Jurandyr Machado, diretor-geral da ACS Administração de Condomínios. 

Com isso, o aumento na procura por administradoras de condomínio e a necessidade de ter síndicos que realizem suas funções de forma mais presente e profissional criaram o espaço para uma nova oportunidade no mercado: a função do síndico profissional.

Segundo o subsíndico Raphael Ferreira, do condomínio Belavista Patamares, desde a implantação do seu condomínio foi decidido em assembleia eleger síndico morador, mas chegou o momento em que não existem mais opções de representantes para assumir a função. “Temos um administrador que trabalha diariamente em horário comercial, dentro do condomínio, o que auxilia muito a função do síndico. Dessa forma, o administrador recebe todas as orientações para gerir a rotina do prédio, e o síndico auxilia nos momentos decisivos, mas, infelizmente, todos alegam a falta de tempo disponível e tudo se encaminha para a contratação de síndico profissional”, contou. 
 
De acordo com o administrador de condomínios Edilson Carvalho, a contratação do síndico profissional assegura comodidade aos moradores que, em função de demandas pessoais, não conseguem se dedicar ao seu condomínio. “Este modelo tem se mostrado eficiente e intensifica a busca de especialização profissional para melhorar o desempenho das funções referentes ao cargo”, alerta Edilson. 

E como em todos os segmentos, algumas características são fundamentais para se atuar na área: habilidade para estabelecer relações interpessoais; habilidade em resolver as questões inerentes à vida condominial; conhecimento em gestão de pessoas e rotinas de pessoal e cobrança administrativa, contabilidade e gestão financeira. 

Ao definir por um síndico profissional, a escolha é isenta de questões de amizade, simpatia e interesses pessoais. Prevalece a seleção de um profissional considerando-se o conhecimento, a formação específica para exercer a profissão, além do valor dos seus serviços e competitividade da proposta de trabalho oferecida ao condomínio. 

“O síndico profissional é um consultor que oferece serviços especializados, com valores e carga horária acordada entre as partes para dedicar-se ao condomínio por ele assistido. O contato com moradores é de natureza profissional, o que reduz possibilidades de conflitos, a exemplo da concessão de privilégios ou favoritismo, prejuízo nas relações interpessoais e incômodos na convivência do dia a dia”, conta Norma Fontes.
 
Ainda de acordo com Norma, ao decidir contratar um profissional, o condomínio deve observar as referências: “É necessário avaliar o portfólio dos serviços oferecidos, as referências de mercado e as pessoais, bem como a comprovação de uma formação e curso específico por aquele que se candidata a tal função”.

Jurandyr Machado afirma que a profissão de síndico profissional tende a crescer no mercado local e que em grandes centros já é uma realidade. “Recomendo quem deseja se profissionalizar na área realizar um curso de formação. A gestão condominial envolve muitas áreas, que nem sempre o morador domina, por isso é importante se capacitar e ser referência no que faz”, destaca Jurandyr. 

De acordo com o síndico profissional André Góes, realizar um curso para formação de síndico profissional é necessário para todos os síndicos que querem exercer a função. “Mesmo atuando na área há anos, fiz o curso e mudei completamente a minha visão sobre o papel do síndico. A demanda pelo profissional vem crescendo no mercado e o curso no currículo é perfeito para conquistar uma vaga”, conta André.   

“Para o morador que deseja atuar acumulando a função de síndico com a sua vida profissional, um curso de formação na área vai possibilitar o acesso às informações que asseguram uma gestão mais técnica, pautada em conhecimentos essenciais, especialmente de obrigações que serão assumidas por ele. Aspectos como contratação de serviços, até mesmo da administradora de condomínio, serão melhor conduzidos se o morador dispõe de conhecimentos que podem respaldar decisões mais acertadas”, conta Jurandyr Machado. 

Além disso, o perfil das pessoas que buscam se especializar na função varia bastante. São profissionais liberais; pessoas que atuam como síndico morador; pessoas que almejam novas ocupações no mercado de trabalho, sendo tanto o público jovem como aposentados e profissionais que atuam como supervisores ou administradores de condomínio. Arquimedes Rabelo, por exemplo, já aposentado, vislumbra na carreira de síndico profissional uma nova ocupação. “Sou aposentado e criei a expectativa de administrar condomínio comercial de uma maneira diferente. Com isso, acho importante ter um curso nessa área, pois não existe o critério de idade, existe o critério do conhecimento, que a gente adquire em cursos. Agora, vou fazer a pós-graduação em Gestão Condominial”, contou Arquimedes.

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CARLA BRAYNER, 02.JULHO.2018 | Postado em Gestão
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