08/11/2013

Riscos da falha humana

Por Carla Brayner


A segurança dos condomínios é a principal preocupação de síndicos, administradores e moradores. Mas mesmo com equipamentos robustos patrulhando as áreas, ainda é possível estar sob risco, devido a uma ameaça muito mais ilusória: a falha humana.

Samir Lisne, porteiro do Edifício Carpe Diem

 
O porteiro distraído, o visitante enganador, o administrador ansioso e o morador que permite a entrada de qualquer pessoa. São diversos fatores que podem prejudicar a segurança e precisam ser corrigidos. 

Uma situação de erro ou falha ocorre quando o homem executa uma função de forma inadequada ou deixa de executá-la. As falhas são fatores de risco e ocorrem devido a falha técnica, por descuido ou consciente. “A falha técnica ocorre quando o ser humano não sabe ou não pode fazer da maneira correta. Por descuido decorre quando o ser humano tem todos os recursos e atua corretamente em grande número de vezes, mas esporadicamente ele falha. Já a falha consciente é provocada pela adoção de procedimentos alternativos ao procedimento padrão”, explicou o especialista em segurança Nino Ricardo de Menezes Meireles.

“Trabalho há cinco anos como porteiro, para exercer o cargo eu fiz curso de vigilante. No condomínio que trabalho tudo fica registrado em ocorrência para que os outros porteiros, administração e gestão tenham ciência do ocorrido. Eu acredito que o fundamental é ter postura na portaria, identificar situações suspeitas e verificar todos os equipamentos eletrônicos do condomínio”, disse Samir Lisne porteiro do Edifício Carpe Diem, em Alphaville e assistente administrativo na empresa Adiserv, no posto da associação de Alphaville.

Além de disponibilizar meios técnicos e ter cuidado especial com os processos de recrutamento e seleção, é fundamental o apoio administrativo para que as normas e procedimentos sejam seguidos. “Um morador se dirigiu a mim com várias palavras de baixo calão, porque ele tinha comprado um carro novo, ainda não estava com o selo do condomínio e eu não abri o portão da garagem. Como eu podia adivinhar que era ele? E, se abro e dentro do carro tem um meliante? É bem complicado, mas tenho que fazer a minha parte, seguir as regras e os meus conhecimentos”, disse Samir Lisne.

De acordo com Nino Meireles é essencial que exista no condomínio um sistema de segurança implantado que deverá ser precedido de uma análise de risco. “O sistema de segurança deverá sem composto de meios técnicos ativos (tecnologia), meios técnicos passivos (barreiras), meios humanos e meios organizacionais (manual de norma e procedimento, plano preventivo de segurança, política de segurança, plano contingencial de segurança, plano de manutenção). Com relação às pessoas é essencial o cuidado com todos os processos, tais como: recrutamento, seleção e treinamento. Além disso, é essencial o apoio admi­nistrativo e a utilização de ferramentas de conscientização dos condomínios para os aspectos de segurança”, finalizou.


 

Tags: Condomínio  Segurança  Síndico  Tecnologia  

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