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10/09/2013

Pombo-doméstico: um problema de saúde pública

Por Adriana Cavalcanti

Após contratação, o monitoramento deve ser periódico

O pombo-doméstico, Columba Livia, não é uma ave nativa brasileira. É originário da Europa, e foi trazido para nosso país, já domesticado. Soltos, permanecem próximos das habitações humanas, onde podem causar problemas econômicos, de saúde e estéticos.
 
Atualmente, os pombos tornaram-se um problema de saúde pública, devido aos seguintes fatores que contribuem para sua multiplicação: encontrar comida em abundância, principalmente aqueles oferecidos pelas pessoas; não têm inimigos naturais, como os gaviões; facilidade para obter abrigo, pois fazem seus ninhos em telhados de casas, torres de igrejas, prédios, beirais de janelas e parques. 
 
Essas aves são transmissoras de diversas zoonoses (doenças transmitidas de animais para o homem). A transmissão ocorre através dos dejetos expelidos pelos pombos, que contaminam diretamente o meio ambiente, a água e os alimentos. As fezes ressecadas podem ainda ser espalhadas pelo vento, contaminando objetos e pessoas. As principais zoonoses transmitidas pelos pombos são salmonelose, ornitose, criptococose, toxoplasmose, histoplasmose, encefalite letárgica, além de inúmeras alergias.
Apesar de não pertencer a uma espécie nativa do Brasil, os pombos são considerados parte integrante da fauna silvestre brasileira, portanto, estão amparados pela legislação de proteção à fauna. 
 
A eliminação direta desses animais só pode ser rea­lizada quando tiverem sido esgotadas medidas de manejo ambiental que restrinjam o acesso aos abrigos e fontes de alimento (Instrução Normativa Ibama n° 109, de 3/8/2006). Do contrário, qualquer ação de controle que resulte na morte, danos físicos, sofrimento ou apreensão dos animais pode ser considerado crime passível das penas previstas em lei. 
 
A Angelo Freitas Saúde Ambiental vem se especializando no controle de pombos por meio de medidas que impeçam o alojamento do Pombo-doméstico: um problema de saúde pública e abrigo dessas aves em residências, caixas de ar condicionado, restaurantes, hotéis e similares. Essas medidas são baseadas no isolamento de áreas de acesso dos pombos, como a restrição do acesso aos pousos: parapeitos, grades de janelas, beirais, marquises e saliências de parede, através do uso de telas de proteção; instalação de armações de hastes pontiagudas tipo “porco espinho”; instalação de fios de nylon ou arame ao longo da superfície de pouso; instalação de espiral ao longo da superfície de pouso; instalação de dispositivos giratórios; vedação das entradas; uso de repelentes químicos. 
 
É importante que a a­­­plicação de qualquer um dos métodos de controle seja complementada com medidas desenvolvidas no entorno da área-problema. Deve-se evitar dar alimento aos pombos; deve-se reco­lher sobras de alimentação de animais domésticos e criações; dar correta destinação aos resíduos orgânicos em geral; realizar ações preventivas (por exemplo, isolando locais que possam vir a ser ocupados por pombos desalojados de seus abrigos originais após a adoção de medidas de controle); limpar e desinfetar os locais utilizados pelos pombos para abrigo ou reprodução. 
 
Assim, é importante que a efetividade das medidas to­madas sejam mo­­ni­toradas permanentemen­te por seus responsáveis, pois muitas vezes é preciso recorrer a outros métodos quando os já utilizados deixam de funcionar.

Adriana Cavalcanti é médica veterinária – CRMV/BA -1304

 

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