18/07/2013

Garantia do serviço de controle de pragas

Por Danilo Roriz

Garantia do serviço de controle de pragas 

Ao contratar um serviço de controle de baratas, ratos, cupins, etc, o síndico deve esquecer a ideia criada no passado de que inseticidas e raticidas possuem eficácia longa, exterminando as pragas e mantendo o ambiente protegido por meses. Essa ideia errônea e ainda presente nos tempos de hoje, advêm da era em que um produto altamente resistente no ambiente e também pode­rosamente maléfico a saúde, persistia nos locais onde era pulverizado por meses ou até anos. 
 
Tratava-se do temível DDT  (Dicloro-Difenil-Tricloroetano). que quando surgiu foi amplamente utilizado como “salvação da lavoura” e “aniquilador de pragas” que na época ceifavam anualmente centenas de milhares de vidas como o mosquito causador da malária, levando o sintetizador do inseticida ao Prêmio Nobel no fim dos anos 40. 
O fato é que em sessenta anos a ciência evoluiu e comprovou os estragos causados pelo DDT e seus similares a saúde e ao meio ambiente, levando os laboratórios a pesquisarem produtos cada vez mais seguros, biodegradáveis e de baixo impacto ambiental. Tal mudança impôs uma mudança radical no modo de se controlar as pragas, onde a prevenção, o conhecimento da espécie infestante e o monitoramento cons­tante, assumiram o lugar da aplicação do DDT, a chamada “dedetização”, termo equivocadamente utilizado até hoje, visto que, ele foi proibido há mais de 25 anos. 
 
A dedetização do passado cedeu lugar ao conceito mundial de Controle Integrado de Pragas (CIP), onde medidas preventivas, corretivas, a aplicação de técnicas modernas e produtos cada vez mais seguros, formam os pilares do serviço. Para isso, é indispensável uma boa inspeção técnica com profissionais capacitados e monitoramentos freqüentes para garantia de um ambiente livre de insetos e ratos. A ANVISA em sua resolução RDC 52 de 2009, define o Controle de Pragas Urbanas como conjunto de ações com periodicidade mi­­nimamente mensal. 
 
Portanto, na hora de contratar este serviço o sín­dico deve estar atento aos prazos de garantia oferecidos e exigir a obri­gatoriedade de visitas de manutenção, solicitando da prestadora que a mesma explicite na proposta tais condições. Vale lembrar que o gestor deve exigir também que a empresa possua alvará sanitário vigente, inscrição em algum órgão de classe como CREA, Conselho de Veterinária, de Química, ou outros, tenha licença ambiental e possua um responsável técnico atuante com formação superior na área, para dirimir dúvidas e a se apresentar quando soli­citado.

 

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