Banner
 

25/03/2013

Portaria mais segura

Por Amélia Záu



Podemos dizer que a arqui­tetura é o reflexo da sociedade, assim as tipologias das edificações mudam de acordo com uma série de fatores, dentre eles, a violência urbana. Se antes esta não era uma preocupação ao projetar condomínios, hoje é imprescindível inserir, desde a elaboração do projeto, elementos que facilitem e promovam a segurança dos condôminos e condomínio. Mas o que fazer nos condomínios mais antigos, onde se faz necessário os mesmos cuidados com a segurança e não foram projetos para tal?

 
A princípio é importante fazer um levantamento dos pontos vulneráveis do condomínio, contando para isso com um profissional da área de segurança. As decisões das medidas a serem tomadas devem ser discutidas e aprovadas em assembléia, uma vez que envolve custos adicionais. Na maior parte das situações é possível com uma pequena reforma e uso de tecnologias, mudar este cenário de vulnerabilidade dos condomínios mais antigos. A fim de obter maior êxito nas soluções adotadas deve-se proceder à contratação de profissionais nas áreas de arquitetura, engenharia, informática dentre outros de acordo com o serviço a ser executado.
 
A guarita/portaria é onde começa a segurança do condomínio, pois ela é o elemento de ligação do exterior com o interior. Abaixo segue algumas recomendações para este importante elemento do condomínio.
 
• Devem ser construídas recuadas do portão, em posição que permita a visão completa dos acessos e da calçada, de preferência num patamar mais alto que o da calçada. 
 
• As entradas do prédio devem ser controladas pela portaria e os portões devem, de preferência, ser acionados por mecanismos de controle remoto.
 
• Vidros à prova de bala e espelhados (visão de dentro para fora apenas) são recomendados.
 
• As entradas do edifício sejam elas sociais, de serviço ou garagem, devem ser bem iluminadas, evitando objetos de arte ou decoração que possam impedir uma visão satisfatória destes locais. Há equipamentos fotossensíveis que são acionados quando detectam presença.



Tendo em vista outros elementos, que compõem a segurança de um condomínio, algumas instalações podem não ter sido inicialmente previstas e envolver uma obra maior como as instalações para equipamentos, hoje indispensáveis para a segurança, como interfones, intercomunicadores, câmeras e alarmes. Outras medidas que não envolvem o espaço físico também devem ser adotadas, como o treinamento e aperfeiçoamento dos funcionários. Outro ponto a ser levado em consideração mesmo parecendo um contra senso, é o comportamento dos condôminos, que muitas vezes são os primeiros a burlar as normas e procedimentos de segurança.

 
O sucesso de uma boa segurança deve-se ao conjunto de três fatores fundamentais: o espaço físico bem planejado, o treinamento dos funcionários e a existência de procedimentos de segurança estabelecidos. 
 
A segurança em condomínios é assunto de grande importância e interesse de todos. A crescente violência nas cidades, mostrada nos noticiários e nas estatísticas, torna emergencial o cuidado com a segurança nos condomínios.


____________________________________________________________________________________
Amélia Záu é arquiteta, especialista em arquitetura de saúde e engenharia clínica, consultora do programa Metrópole Imobiliário.



 
 

Tags:   

Comentários

Outras matérias

17/11/2016

Retrofit

Cadê o Síndico é uma realização da Editora União Salvador LTDA.

Travessa Francisco Gonçalves, 01, Edf. Reitor Miguel Calmon, Sl. 303
Comércio - CEP:40.015-090 71 3242-1084 / 3491-0710