Banner
 

26/03/2013

Como decorar áreas comuns com baixo custo

Por Amélia Záu



A maioria dos novos empreendimentos, dentro da tendência atual dos condomínios-clube, já tem sido en­tregues com as áreas comuns mobi­liadas e decoradas. Esta prática é observada desde os empreendimentos de alto padrão aos de médio/baixo padrão, porém ter as áreas comuns decoradas não é um privilégio apenas dos novos empreendimentos. Sendo essa a opção do condomínio decidida em assembleia, o primeiro passo para proceder à decoração deve ser a contratação de um profissional habilitado. 

 
No caso dos novos condomínios que são entre­gues sem as áreas comuns, mobiliadas e decoradas, a difícil tarefa é conciliar a disposição do condômino em investir nas áreas comuns com a vontade de ter o condomínio pronto para ser plenamente utilizado. Este período costuma ser conhecidente com o período em que as pessoas estão ainda concluindo o pagamento do imóvel ou arrumando suas casas, de forma que as áreas comuns não são uma prioridade. 
 
A decoração das áreas comuns envolve custos adicionais ao condomínio, que devem ser sempre aprovados em assembleia, e por se tratar de benfeitoria no imóvel, este custo deve ser do proprietário. O ideal é que seja criada uma comissão para ficar à frente das decisões, pois se for abrir a discussão a todos os condôminos fica muito complicado chegar a um consenso.
 
Há uma crença no mercado de que contratar um profissional torna o serviço mais oneroso. Ainda bem que nos últimos anos esta crença vem mudando, pois é justamente o acompanhamento profissional que pode reduzir os custos, evitando desperdícios, dando sugestões mais adequadas a cada situação e só ele pode criar um conjunto harmonioso, conciliando a estética com o valor disponível a ser gasto. 
 
Inicialmente devem ser levantadas as necessidades/vontades dos moradores, ou seja, de que forma é o desejo de uso das áreas comuns. O profissional vai avaliar o que é possível ser feito e elaborar uma proposta. Aconselho que seja elaborada uma planilha com os custos que envolvem a execução do projeto proposto e ver se está de acordo com o que o condomínio tem disponibilidade de investir.  As alternativas para redução de custo devem ser avaliadas pelo profissional e comissão, a fim de não comprometer o resultado estético e funcional do que está sendo proposto. Decisões simples podem fazer muita diferença no bolso, sem implicar na qualidade do material a ser usado, por exemplo. A pesquisa de preço é muito útil, a concorrência entre os fornecedores pode se reverter em bons descontos.
 
Acredito que a vontade de tornar o seu condomínio que é extensão de sua casa em um ambiente agradável, bonito e aconchegante é vontade de todos. As dificuldades envolvidas neste processo devem ser minimizadas tendo em mente o bem comum e a certeza de que todos têm a ganhar com a valorização do imóvel.
 
 
____________________________________________________________________________________
Amélia Záu é arquiteta, especialista em arquitetura de saúde e engenharia clínica, consultora do programa Metrópole Imobiliário.



 

Tags:   

Comentários

Outras matérias

17/11/2016

Retrofit

Cadê o Síndico é uma realização da Editora União Salvador LTDA.

Travessa Francisco Gonçalves, 01, Edf. Reitor Miguel Calmon, Sl. 303
Comércio - CEP:40.015-090 71 3242-1084 / 3491-0710