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30/03/2013

Segurança eficaz exige planejamento

Por Indira Naiara

Para minimizar os riscos é preciso investir em gestão, capacitação de pessoas e implementar uma cultura de segurança entre todos os condôminos

Investir em tecnologia de última geração não é o suficiente para garantir a segurança dos condomínios. Para minimizar os riscos são fundamentais o investimento em gestão, a capacitação de pessoas e a implementação de uma cultura de segurança entre todos os condôminos. O alerta é do especialista em Segurança pela Corporação Euro-americana de Segurança, Nino Meireles, professor e coordenador do curso de Gestão da Segurança Privada e do MBA em Gestão Estratégica de Segurança Corporativa, da Estácio FIB.

 
Para ele, quando o assunto é segurança três coisas devem caminhar juntas: “Tecnologia, o que a gente chama de meios organizacionais: procedimentos, normas, política, planos (preventivo, contingencial, auditoria e manutenção) e conduta das pessoas”, explica. “O condomínio pode ter tecnologia de ponta, funcionários competentes, mas se os procedimentos não estiverem padronizados, se as pessoas não souberem como fazer as coisas acontecerem não adianta nada”, completa. 
 
A fim de minimizar os riscos a que os condomínios estão expostos, as questões de segurança devem ser levadas em conta no momento da construção dos edifícios. “Existe um distan­ciamento dos profissionais da área de cons­trução e arquitetura em relação aos especialistas da área de segurança”, alerta Meireles. Para que os condomínios sejam mais seguros é necessário que esses profissionais se aproximem, opina o professor. 
 
Passo a passo 
 
Antes de estruturar o sistema preventivo de segurança do condo­mínio, é imprescindível fazer um diagnóstico. “É necessário verificar o que se quer proteger: as pessoas, os imóveis, as informações ou tudo isso. Saber quais são os riscos a que o condomínio está exposto”, explica Meireles. De posse de um diagnóstico bem feito, que aponta as reais necessidades, o síndico pode identificar as soluções de segurança mais efetivas. As soluções passam pelo treinamento de empregados, investimento em tecnologia ou em obras estruturais e principalmente pela instalação de uma cultura de segurança, compartilhada por todos os condôminos.
 
Meireles ressalta, no entanto, que por melhor que seja o sistema preventivo de segurança ele não garante que o condomínio esteja livre de ocorrências. O que se pode fazer é minimizar as possibilidades de os problemas acontecerem. “Não existe segurança 100%. As pessoas têm de entender que a autosegurança é responsabilidade de cada um. Cada condômino, cada colaborador, seja ele quem for, tem a sua parcela de responsabilidade”, ensina. 
 
Todos devem colaborar 
 
De acordo com o especialista, qualquer procedimento de segurança vai incomodar o condômino, por mexer na rotina e na comodidade dele. Atitudes como buscar as encomendas na portaria, evitando o acesso de estranhos aos apartamentos, podem ajudar a reforçar a segurança do condomínio, e precisam da contribuição de todos.
 
O professor da Estácio FIB recomenda aos que pretendem disponibilizar o apartamento para venda ou aluguel que nunca dei­xem a chave na portaria para que o possível comprador visite o imóvel sozinho. Para quem não tem tempo de estar presente em todas as visitas, ele sugere a contratação de um corretor. 
 
O síndico do condomínio Mansão Chácara Real, Carlos Castro, afirma que investir em segurança é fundamental, pois proporciona melhorias na acessibilidade e mais tranquilidade para os moradores. “Instalamos um equipamento de controle de acesso de veículos 100% digital, o sistema transmissor Linear-HCS identifica na portaria o morador que está se aproximando, tipo do veículo, cor, placa e unidade, facilitando o  trabalho dos porteiros”, explica. 
 
Além do investimento em e­quipamentos modernos, o síndico trabalha para criar uma cultura de segurança e ressalta que a colaboração dos condôminos é fundamental. “Todos aqui têm cons­ciência da importância das ações implementadas e existe uma comunicação muito intensa entre os moradores, o que ajuda a tornar a segurança mais eficiente”. 
 
 
Tecnologia minimiza os riscos
 

Um sistema de segurança eficiente deve ter Circuito Fechado de Televisão e Vídeo (CFTV), além de recursos para visualizar ou acionar o alarme, mostrando imagens do condomínio via rede. O CFTV ajuda a inibir furtos e a detectar problemas internos e externos do condomínio. 
 
Além do circuito, o gerente comercial da Amplavisão, Elísio Silva, recomenda o uso de um sistema de controle de acesso de veículos. A solução vai proporcionar mais conforto e segurança ao morador, que não precisará se expor para ser identificado. Basta acionar o módulo guarita no controle remoto, para ter identificados o nome, apartamento, cor, placa e marca do veículo. 
 
O Sistema de Controle de Acesso de Pessoas é outra ferramenta indicada. Ele tem como objetivo manter um banco de dados cadastrais com fotos dos prestadores de serviços e visitantes que estiveram no condomínio. Há ainda o Sistema Antitravamento, que tem a função de impedir o acesso de pessoas ou veículos ao condomínio sem a liberação da portaria. 
 
Silva concorda com o professor Nino Meireles, da Estácio Fib, quando o assunto é planejamento. Ele afirma que a falta de um projeto reduz a eficiência do sistema preventivo de segurança, por isso, a Amplavisão presta o serviço de consultoria. “Sem dúvida a consultoria é fundamental, pois é através do plano de execução que podemos detectar as reais necessidades e vulnerabilidades de cada empreendimento e assim obter dados para elaborar a proposta de segurança mais adequada ao nosso cliente”, afirma.      
 
A Amplavisão tem 11 anos de mercado e é especializada em sistemas eletrônicos de segurança. A empresa atua nos segmentos de antena coletiva de VHF e UHF, alarmes contra incêndio ou intrusão e falta d’água, automação de portões, circuito fechado de TV, cabeamento estruturado, controle de acesso pessoal e de veículos, cercas de proteção perimetral, interfone PABX e sensores de presença.  A empresa fornece produtos e serviços, aliados a uma assistência técnica permanente, com plantão 24 horas. 


 
 
 

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